Num vilarejo atrasado e árido no norte da África, certas tradições são mantidas a séculos. Entre essas tradições, o fato das mulheres do local terem que buscar água numa fonte distante. É um trabalho cansativo e até mesmo arriscado. Um dia, uma jovem do vilarejo, Leila, (Leila Bekhti) - uma das poucas mulheres do lugar a saber ler - propõe às mulheres que os homens do vilarejo é quem deveriam buscar água. Os homens ridicularizam essa proposta e então Leila deflagra entre a mulherada uma greve de sexo: elas só farão sexo quando os homens aceitarem buscar água na fonte.
É um drama que mostra a dificuldade de quebrar certos tabus - nesse caso, o machismo - intrínsecos a uma determinada cultura.
Dirigido por Radu Mihaileanu.

2 comentários:
Um filme onde as tradições islâmicas são seguidas a risca. Entre elas a existência da mulher como procriadora é regra básica mas existe uma que faz com que elas sejam as responsáveis por buscar água em um local distante e de difícil acesso restando para os homens a tarefa de matar o tempo bebendo e falando da vida. Certo dia Leila uma das mais jovens e alfabetizadas do grupo resolve que a melhor maneira de mudar esse cenário fazendo com que os homens assumam esta tarefa é cortar o que eles mais gostam: o sexo. A polêmica decisão do grupo acaba interferindo nas relações entre os habitantes e provocando uma verdadeira revolução cultural no povoado e mudando para sempre as suas vidas.
Conforme o esperado, os homens recebem o protesto feminino de forma negativa. Afinal, querem manter a situação confortável em que se encontravam antes do protesto. Para isso, muitos brigam com as esposas, alguns de forma violenta.
A receita do filme só funciona porque há uma coesão temática. O roteiro fala de religião, cultura, machismo e outros assuntos, mas sempre para retratar a opressão que as mulheres sofrem naquela comunidade. EU ADOREI NOTA 8,0.
Um filme onde as tradições islâmicas são seguidas a risca. Entre elas a existência da mulher como procriadora é regra básica mas existe uma que faz com que elas sejam as responsáveis por buscar água em um local distante e de difícil acesso restando para os homens a tarefa de matar o tempo bebendo e falando da vida. Certo dia Leila uma das mais jovens e alfabetizadas do grupo resolve que a melhor maneira de mudar esse cenário fazendo com que os homens assumam esta tarefa é cortar o que eles mais gostam: o sexo. A polêmica decisão do grupo acaba interferindo nas relações entre os habitantes e provocando uma verdadeira revolução cultural no povoado e mudando para sempre as suas vidas.
Conforme o esperado, os homens recebem o protesto feminino de forma negativa. Afinal, querem manter a situação confortável em que se encontravam antes do protesto. Para isso, muitos brigam com as esposas, alguns de forma violenta.
A receita do filme só funciona porque há uma coesão temática. O roteiro fala de religião, cultura, machismo e outros assuntos, mas sempre para retratar a opressão que as mulheres sofrem naquela comunidade. EU ADOREI NOTA 8,0.
Postar um comentário