terça-feira, 30 de dezembro de 2008

50 ANOS DE REVOLUÇÃO CUBANA

Texto escrito por Emir Sader

De repente chegaram fotos de uns barbudos, posando como time de futebol, que tinham derrubado uma ditadura na América Central (sic – naquela época ainda não existia para nós o Caribe. Era uma região de “repúblicas bananeiras”, como depreciativamente nos referíamos a uma área de ditaduras – Somoza, Trujillo, Batista – como se fosse um fenômeno exótico na América Latina).

Aquela ilha tropical começava a surpreender-nos, a falar de revolução em um continente em que essa palavra era reservada para um fenômeno longínquo – a revolução mexicana – e de que desconhecíamos a revolução boliviana de 1952. Revolução, na verdade, para nós, eram a soviética e a chinesa. De repente, começa a se esboçar uma no nosso próprio continente, no nosso tempo político de vida.

Primeiro, a revolução nos chegava como luta contra o analfabetismo – que passou a representar um elemento essencial da luta emancipatória, a que a Venezuela e a Bolivia viriam a se somar recentemente, como se fossem carimbos de que se trata de processos revolucionários. Depois, as reformas urbana e agrária, as nacionalizações de empresas estrangeiras, mas sobretudo o discurso antimperialista.

Diante das reações da maior potência imperial da historia da humanidade, Cuba passou logo a identificar-se para nós com revolução – nascia a expressão Revolução Cubana, que nos acompanha a 50 anos. Tudo começado em um primeiro de janeiro, o que passou a dar a essa data uma conotação nova – de tempos novos, de que a pomba no ombro do Fidel quando discursava, era um prenuncio seguro.

Desde então, revolução, emancipação, dignidade, justiça, exemplo, solidariedade, internacionalismo – e tantas outras palavras, gestos, comportamentos, passaram a se incorporar a nosso mundo, a servir de norte, de referência e a identificar-se com Cuba. Nada foi igual desde que Cuba passou a expressar diante de nós a todos esses valores. Já não podíamos dizer que não eram possíveis, remetê-los para a utopia, como se não fosse possível a um pais ser pobre e ainda assim justo, ainda assim solidário, ainda assim internacionalista.

Cuba nos trouxe a revolução e o socialismo. O fato de que uma sociedade possa viver não em função do lucro, da ganância, do valor de troca, do mercado, mas das necessidades das pessoas, possa colocar em primeiro lugar a educação, a saúde, a habitação, a cultura – nos aponta o que contrapõe o socialismo ao capitalismo.

50 anos em que Cuba enfrentou as mais difíceis condições – do bloqueio dos EUA às duas tentativas de invasão do país por parte do governo estadunidense, pelo fim do campo socialista, pelas agressões reiteradas do imperialismo, pelo bloqueio e pelas mentiras – do que diz e do que cala – da imprensa monopolista mundial, pelo período especial e pelas catástrofes naturais. Cuba chega a seus 50 anos de Revolução desmentindo os que diziam que não sobreviveria sem o apoio da URSS, aos que se deslocaram para a Ilha para cobrir a suposta queda do regime cubano depois do fim dos regimes do leste europeu, aos que creiam que o país seria afetado pelas maiores convulsões se Fidel deixasse de estar à cabeça do governo.

Cuba chega aos 50 anos soberana, decidindo seu futuro a partir de suas próprias experiências, sem nunca ter deixado de ser solidária e internacionalista, nem nos seus momentos de maiores dificuldades. Ao contrário, a Escola Latinoamericana de Medicina expande a quantidade de alunos que formam as primeiras gerações de médicos pobres da América Latina. Mantêm e reforça a Operação Milagre, que já devolveu a visão a mais de um milhão de pessoas. Estende seu trabalho CE combate ao analfabetismo, que possibilitou que a Venezuela e a Bolívia fossem o segundo e o terceiro territórios livres de analfabetismo, como apoio direto e sistemático de Cuba.

São 50 anos de luta, de dignidade, de busca incessante da construção de uma sociedade justa, de apoio aos que precisam de apoio, de solidariedade com todos os povos do mundo. São 50 anos em que Cuba aponta o caminho da sociedade desmercantilizada, humanista, internacionalista – da sociedade socialista, de José Martí, de Fidel e do Che.

CASSETA E PLANETA - PRETO COM UM BURACO NO MEIO (1989)

A crítica do disco foi escrita por Ricardo Schott, do discoteca básica.

O disco era uma sacanagem só do começo ao fim, abrindo com "Mãe é mãe", cuja introdução você escuta até hoje nas chamadas do Casseta & Planeta e cujo refrão é inesquecível: ("mãe é mãe, paca é paca/mas mulher, mulher não/mulher é tudo vaca!!"). Bussunda imitava Tim Maia, com direito à roupa de lamê e mancha falsa na cara. Tim Maia odiou a piada, ameaçou processar a banda por racismo (por causa do "preto" do título) e disse que ia compor uma canção-resposta, intitulada "Branco com um buraco na testa".

Outras paródias vinham na seqüência: Djavan imitava a si próprio no reggae "Tributo a Bob Marley" (dos versos: "tentei ir pra Paris, Londres, Amsterdam/Ganhar grana imitando Djavan", cantados por ele mesmo); "Tô tristão", sambão sacana cantado por Reinaldo - que provocava sustos com um hilário "puta que o pariu!" berrado quase no fim da música - era o sucesso do disco, com seu refrão abusado: ("eu tô tristão, tô sofrendo pra caralho/eu me fodi, sou carta fora do baralho"); "Mama Áustria" ("samba do bloco Filhos de Gramsci", explicava o encarte) era cantado por ninguém menos que Hélio de La Peña e tinha versos como "eu não sou neguinha, eu não sou negão/sou branco azedo, africano não/(...) não suporto samba, nem aperto um fino/eu nunca li a lei Afonso Arinos". E a maior ironia: o disco "terminava" com uma música que não existia por estar censurada, "Punheta". ("O Departamento de Censura da Polícia Federal proibiu tocar PUNHETA em todo o território nacional", dizia o encarte).

01. vinheta (0:12)
02. Mãe É Mãe (4:15)
03. Diga (3:06)
04. vinheta (0:06)
05. Com Tanta Gente Passando Fome (2:53)
06. A Lambada (0:04)
07. Tributo A Bob Marley (5:12)
08. Herança Genética (4:15)
09. Tô Tristão (3:47)
10. vinheta (0:05)
11. Adolescente (2:45)
12. Rap do Vagabundo (3:04)
13. Meu Bem (2:17)
14. vinheta (0:27)
15. Mobral (4:24)
16. Mama Áustria (3:14)
17. vinheta (0:21)
18. Punheta (0:00)

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MADAGASCAR 2 - A GRANDE ESCAPADA

Alex, Marty, Melman, Gloria e os pingüins escapam de Madagascar e tentam voltar à Nova Iorque. No entanto, eles têm problemas durante a viagem e acabam parando no meio do continente africano, numa floresta. O filme é bem divertido pras crianças e pros adultos também (minhas filhas se amarraram e eu ri bastante). Os melhores momentos ficam por conta dos pingüins, que possuem um humor bem inteligente e mais destinado aos adultos que acompanham as crianças.

Dirigido por Eric Darnell e Tom McGrath.

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domingo, 28 de dezembro de 2008

QUAL O PESO DE UMA DECEPÇÃO?

Texto atribuido à Liandro Lidner

Costumo dizer que existe uma diferença fundamental entre desilusão e decepção. A primeira tem a ver com idéias ou fantasias que criamos sobre determinada pessoa ou situação que, com o tempo e a experiência, se apresenta totalmente diferente na realidade. A decepção é mais forte. É quando conhecemos algo ou alguém, temos uma idéia formada sobre isto e encaramos um revés uma mudança sem avisos, um turbilhão de comportamento e julgamentos diferentes ao que havíamos conhecido e experimentado. É quando surge a dúvida mais cruel que uma pessoa pode ter em relação à outra, quando nos perguntamos: será que foi sempre assim e eu não percebi? será que estava escondendo e me enganando o tempo todo?

Existe ainda uma diferença fundamental entre decepção e traição. Não se trata apenas de semântica, mas de questões mais fortes e profundas que tem a ver com crenças individuais, avaliações de cada um. Trair é descumprir o pactuado, é não ser sincero, é se deixar levar. Decepção é quando, além disto, se coloca em jogo não apenas uma atitude ou comportamento, mas uma cesta de valores que extrapolam a questão pessoal e atingem o outro às vezes de forma deliberada. Vivemos num mundo de superficialidades, de simulacros, de enganos. Não é raro que algo se apresente de um jeito por um tempo, depois acaba se revelando como realmente é. Quando mais achamos que uma situação esta estabilizada, mais fácil acontece uma mudança brusca e coloca por água a baixo tudo o que foi acalentado no berço do sonho.

Quando somos vitimas de uma situação assim o sentimento varia entre a incredulidade e o trauma, muitas vezes a sensação de humilhação, impotência, tristeza é forte e desagua numa descrença imensa. No entanto, quando somos nós que produzimos a decepção, que magoamos o outro, que mudamos o rumo da situação, aí o enfoque muda: apelamos para forças das circunstâncias, para mil prerrogativas, artifícios, desculpas e alternativas. Nada mostra tanto a dualidade e a incoerência do ser humano como a sua capacidade de agir diante de uma decepção. Trata-se de um ser quando é alvo dela e outro quando a produz.

Decepcionar alguém não é somente produzir comportamentos e situações diferentes das que esperávamos e das que estavam pactuadas, acertadas, esperadas. É demonstrar de forma incisiva e clara um comportamento que não era condizente ao que se estava produzindo. Mudar o rumo no meio da estrada quando o outro estava nos esperando ali na esquina, atendendo ao nosso aviso. Prometer A e produzir B. Sair pra comprar cigarros e não voltar mais, deixando alguém esperando. Ainda reluto em aceitar que o ser humano possa ser um ser decepcionante.

BURACO NEGRO

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terça-feira, 23 de dezembro de 2008

TITÃS - JESUS NÃO TEM DENTES NO PAÍS DOS BANGUELAS (1987)

Por volta de 1987 os Titãs eram inquestionavelmente a melhor banda de rock nacional, graças a esse disco e ao anterior, Cabeça Dinossauro (1986). Dá pena ver que hoje não são nem sombra do que já foram.

01. Todo Mundo Quer Amor (Arnaldo Antunes) 1:18
02. Comida (Antunes, Marcelo Fromer, Sérgio Britto) 3:59
03. O Inimigo (Branco Mello, Toni Bellotto, Fromer) 2:13
04. Corações e Mentes (Britto, Fromer) 3:47
05. Diversão (Britto, Nando Reis) 5:07
06. Infelizmente (Britto) 1:34
07. Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas (Reis, Fromer) 2:11
08. Mentiras (Britto, Fromer, Bellotto) 2:09
09. Desordem (Britto, Fromer, Charles Gavin) 4:01
10. Lugar Nenhum (Antunes, Gavin, Fromer, Britto, Bellotto) 2:56
11. Armas Pra Lutar (Mello, Antunes, Fromer, Bellotto) 2:10
12. Nome Aos Bois (Reis, Antunes, Fromer, Bellotto) 2:06

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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

O MAR VAI VIRAR DESERTO

Um dos maiores desastres ambientais e humanos da atualidade está em curso no Mar de Aral. Desde 1960, esse grande lago, situado na fronteira entre Uzbequistão e Casaquistão, perdeu mais de 60% de sua área de 66 mil Km² e 80% do volume de água.

Na origem do problema está a política das autoridades da antiga União Soviética de irrigar extensas áreas para a agricultura ao longo dos principais rios que desaguam no Mar de Aral: o Amu Dária o e Sir Dária, cujas nascentes situam-se nas altas montanhas do Himalaia.

Em conseqüência, desde a segunda metade da década de 1990, nenhuma gota de água tem chegado ao Mar de Aral. O nível das águas do mar de Aral caiu 16 metros nos últimos 40 anos. A evolução atual prediz o desaparecimento total por volta de 2010 segundo pesquisas de março deste ano.

A salinidade do lago, antes relativamente baixa, é hoje equivalente à dos oceanos. O recuo de sua superfície ampliou as áreas desérticas levou à diminuição da fauna e da flora. O uso indiscriminado de adubos, pesticidas e desfolhantes químicos nas plantações contaminou os rios. A indústria pesqueira, próspera na década de 1960, (empregava 60 mil pessoas) esgotou-se em 1982.

A população local passou a ingerir água e alimentos com alto grau de toxinas. Nos últimos anos registra-se o aumento de doenças nos rins, no fígado, além de surtos de cólera, tifo e peste bubônica.


Um fim PROVOCADO pela mão do homem

A seqüência das três fotos do Mar de Aral tiradas por satélite mostram o seu progressivo esvaziamento. A primeiro foto, à esquerda, é de maio de 1973; a segunda, de agosto de 1987; a terceira, de julho de 2000.

Há muitos milhares de anos, ele já secara completamente devido a motivos naturais. A grande controvérsia que acontece hoje em torno do Mar de Aral deve-se ao fato de que seu encolhimento foi causado pela mão humana, e não por uma mudança ambiental natural. Durante os ciclos naturais, tais mudanças acontecem muito lentamente, durante centenas de anos. Ao contrário, mudanças causadas pela atividade humana costumam ser muito rápidas.

fonte: Revista Planeta

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

QUEIME DEPOIS DE LER

O ex-agente da CIA Osborne Cox (John Malkovich) perde um CD onde além de escrever suas memórias, também escreveu informações sigilosas de sua época de agente. O CD cai nas mãos de dois funcionários de uma academia de ginástica, Linda (Frances McDormand) e Chad (Brad Pitt). Eles então resolvem chantagear Cox achando que vão ganhar uma grana fácil. No entanto, a coisa não é tão fácil assim e a situação acaba saindo do controle.

As críticas que li sobre o filme davam a entender que se tratava de uma comédia dramática ou de humor negro. Na verdade é um drama policial. Talvez por ter ido assistir imaginando uma coisa e ter visto outra, fiquei um pouco decepcionado com o filme. Não que seja ruim, mas ficou abaixo das minhas expectativas.

Dirigido por Ethan Coen e Joel Coen.

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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

FOTOGRAFIAS QUE FIZERAM HISTÓRIA

a imagem de Che
A famosa foto de Che Guevara, conhecida formalmente como "Guerrilheiro Heróico", onde aparece seu rosto com a boina negra olhando ao longe, foi tirada por Alberto Korda em cinco de março de 1960 quando Guevara tinha 31 anos num enterro de vítimas de uma explosão. Somente foi publicada sete anos depois. O Instituto de Arte de Maryland - EUA denominou-a "A mais famosa fotografia e maior ícone gráfico do mundo do século XX". É, sem sombra de dúvidas, a imagem mais reproduzida de toda a história e expressa um símbolo universal de rebeldia, em todas suas interpretações, (segue sendo um ícone para a juventude não filiada às tendências políticas principais).
a menina do Vietnã

Em oito de junho de 1972, um avião estadunidense bombardeou a população de Trang Bang com napalm. Ali se encontrava Kim Phuc e sua família. Com sua roupa em chamas, a menina de nove anos corria em meio ao povo desesperado e no momento que suas roupas tinham sido consumidas, o fotógrafo Nic Ut registou a famosa imagem. Depois, Nic levou-a para um hospital onde ela permaneceu durante 14 meses sendo submetida a 17 operações de enxerto de pele. Qualquer um que vê essa fotografia, mesmo que menos sensível, poderá ver a profundidade do sofrimento, a desesperança, a dor humana na guerra, especialmente para as crianças. Hoje em dia Pham Thi Kim Phuc está casada, com dois filhos e reside no Canadá onde preside a "Fundação Kim Phuc", dedicada a ajudar as crianças vítimas da guerra e é embaixadora da UNESCO.

execução em Saigon

"O coronel assassinou o preso; mas eu assassinei o coronel com minha câmara" - Palavras de Eddie Adams, fotógrafo de guerra, autor desta foto que mostra o assassinato, em 1º de fevereiro de 1968, por parte do chefe de polícia de Saigon, a sangue frio, de um guerrilheiro do Vietcong. Adams, correspondente em 13 guerras, obteve por esta fotografia um prêmio Pulitzer, mas ficou tão emocionalmente tocado com ela que se converteu em fotógrafo paisagístico.
a menina afegã

Sharbat Gula foi fotografada quando tinha 12 anos pelo fotógrafo Steve McCurry, em junho de 1984. Foi no acampamento de refugiados Nasir Bagh, do Paquistão durante a guerra contra a invasão soviética. Sua foto foi publicada na capa da National Geographic em junho de1985 e, devido a seu expressivo rosto de olhos verdes, a capa converteu-se numa das mais famosas da revista e do mundo. No entanto, naquele tempo ninguém sabia o nome da garota. O mesmo homem que a fotografou realizou uma busca à jovem quedurou exatos 17 anos. Em janeiro de 2002, encontrou a menina, já uma mulher de30 anos e pôde saber seu nome. Sharbat Gula vive numa aldeia remota do Afeganistão, é uma mulher tradicional pastún, casada e mãe de três filhos. Ela regressou ao Afeganistão em 1992.



o beijo da Time Square
O Beijo de despedida à Guerra foi feita por Victor Jorgensen na Times Square em 14 de Agosto de 1945, onde um soldado da marinha norte-americana beija apaixonadamente uma enfermeira. O que é fora do comum para aquela época é que os dois personagens não eram um casal, eram perfeitos estranhos que haviam acabado de encontrar-se. A fotografia, grande ícone, é considerada uma analogia da excitação e paixão que significa regressar à casa depois de passar uma longa temporada fora, como também a alegria experimentada ao término de uma guerra.


O homem do tanque de Tiananmen
Também conhecido como o "Rebelde Desconhecido. Esta foi a alcunha que foi atribuído a um jovem anônimo que se tornou internacionalmente famoso ao ser gravado e fotografado em pé em frente a uma linha de vários tanques durante a revolta da Praça de Tiananmen em 1989 na China. A foto foi tirada por Jeff Widener, e na mesma noite foi capa de centenas de jornais, noticiários e revistas de todo mundo. O jovem estudante (certamente morto horas depois) se interpôs a duas linhas de tanques que tentavam avançar.
No ocidente as imagens do rebelde foram apresentadas como um símbolo do movimento democrático chinês: um jovem arriscando a vida para opôr-se a um esquadrão militar.
Na China, a imagem foi usada pelo governo como símbolo do cuidado dos soldados do Exército Popular de Libertação para proteger o povo chinês: apesar das ordens de avançar, o condutor do tanque recusou fazê-lo se isso implicava causar algum dano a um cidadão (hã hã).




protesto silencioso

Thich Quang Duc, nascido em 1897, foi um monge budista vietnamita que se sacrificou até a morte numa rua movimentada de Saigon em 11 de junho de 1963. Seu ato foi repetido por outros monges. Enquanto seu corpo ardia sob as chamas, o monge manteve-se completamente imóvel. Não gritou, nem sequer fez um pequeno ruído. Thich Quang Duc protestava contra a maneira que a sociedade oprimia a religião Budista em seu país. Após sua morte, seu corpo foi cremado conforme à tradição budista. Durante a cremação seu coração manteve-se intacto, pelo que foi considerado como quase santo e seu coração foi transladado aos cuidados do Banco de Reserva do Vietnã como relíquia.




espreitando a morte
Em 1994, o fotógrafo sul africano Kevin Carter ganhou o prêmio Pulitzer de foto jornalismo com uma fotografia tomada na região de Ayod, no Sudão, que percorreu o mundo inteiro. A figura esquelética de uma pequena menina, totalmente desnutrida, recostando-se sobre a terra, esgotada pela fome e a ponto de morrer, enquanto num segundo plano, a figura negra expectante de um abutre se encontra espreitando e esperando o momento preciso da morte da garota. Quatro meses depois, perseguido pela culpa (foi acusado de não fazer nada pra ajudar a menina) e conduzido por uma forte dependência às drogas, Kevin Carter suicidou-se.



the falling man

The Falling Man é o título de uma fotografia tirada porRichard Drew durante os atentados do 11 de setembro de 2001 contra as torres gêmeas do WTC. Na imagem pode-se ver um homem se atirando de uma das torres. A publicação do documento pouco depois dos atentados irritou certos setores da opinião pública estadunidense. Ato seguido, a maioria dos meios de comunicação se auto-censurou, preferindo mostrar unicamente fotografias de atos de heroísmo e sacrifício. Ah sim... mas eles passaram exaustivamente na tevê a morte de Saddam...

protegendo a cria

Uma mãe cruza o rio com os filhos durante a guerra doVietnã em 1965 fugindo da chuva de bombas americanas.

necessidade
Soldados e aldeões cavam sepulturas para as vítimas deum grande terremoto acontecido em 2002 no Irã enquanto um menino segura as calças do pai antes dele ser enterrado.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

NANDO REIS & OS INFERNAIS - MTV AO VIVO (2004)

Um disco recheado de sucessos.

01. abertura 0:20
02. O Mundo É Bão, Sebastião! (Nando Reis) 4:18
03. A Letra A (Reis) 4:04
04. O Segundo Sol (Reis) 5:13
05. Mantra (Reis, Arnaldo Antunes) 6:02
06. Luz dos Olhos (Reis) 6:54
07. Por Onde Andei (Reis) 4:12
08. Marvin (R. Dunbar, G. N. Johnson) 4:41
09. No Recreio (Reis) 3:58
10. Quase Que Dezoito (Reis) 4:26
11. Não vou Me Adaptar (Antunes) 4:41
12. All Star (Reis) 4:02
13. Meu Aniversário (Reis) 0:45
14. Relicário (Reis) 4:26
15. Os Cegos do Castelo (Reis) 6:01
16. Pomar (Reis, Paulo Monteiro) 5:15
17. Do Seu Lado (Reis) 5:03
18. Mantra (versão estúdio) (Reis, Antunes) 4:24

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domingo, 14 de dezembro de 2008

PENA QUE NÃO ACERTOU

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Parabéns ao jornalista iraquiano que quase acertou duas sapatadas na cara do Bu$h.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

LICENÇA PARA MATAR

Com a absolvição do PM William de Paula no caso do menino João Roberto a Justiça está dando poderes de 007 aos policiais. Inacreditável e inaceitável que o terrível engano do policial vá passar em branco. O pior é que tudo foi filmado graças a câmera de segurança na portaria de um prédio. Tá tudo filmado.

Vi a entrevista emocionada do pai do menino após a absolvição do PM. Senti vergonha. Vergonha da nossa Justiça, vergonha de viver numa cidade sem lei, vergonha de mais um caso de impunidade. Se em vez de filho de taxista o menino fosse filho de alguém famoso, ficaria por isso mesmo? eu duvido.

Esse crime tem que ter alguém responsabilizado. Só não vale dizer que a culpa foi de Deus.
(por onde anda o Sérgio Cabral?)

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

O TRAIDOR

Sami Horn (Don Cheadle) é um estadunidense muçulmano investigado pelo FBI por atentados realizados no Oriente Médio, Europa e um possível atentado a ser realizado nos EUA. O agente Roy Clayton (Guy Pearce) é o responsável por seguir seu rastro e o faz de forma implacável.

Pra quem curte filme policial é uma boa pedida, vale a pena.

Dirigido por Jeffrey Nachmanoff.

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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

É PRECISO SALVAR O PLANETA DO CAPITALISMO

control C + control v do Agência Carta Maior

Em um documento enviado para a XIV Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, o presidente da Bolívia, Evo Morales, diz que a competição e a sede de lucro sem limites do sistema capitalista estão destroçando o planeta. Para o líder boliviano, “a mudança climática colocou toda a humanidade diante de uma disjuntiva: continuar pelo caminho do capitalismo e da morte, ou empreender o caminho da harmonia com a natureza e do respeito à vida”.

Evo Morales propõe a criação de uma Organização Mundial do Meio Ambiente e da Mudança Climática, a qual se subordinem as organizações comerciais e financeiras multilaterais, para promover um modelo distinto de desenvolvimento, amigável com a natureza e que resolva os graves problemas da pobreza. E defende a transformação estrutural da Organização Mundial do Comércio (OMC), do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do sistema econômico internacional em seu conjunto, "a fim de garantir um comércio justo e complementar, um financiamento sem condicionamentos para um desenvolvimento sustentável que não esbanje os recursos naturais e os combustíveis fósseis nos processos de produção, comércio e transporte de produtos".

domingo, 7 de dezembro de 2008

EU NÃO QUERIA SACANEAR, MAS...

Passando por Del Castilho hoje à noite, passei na Vovó Conga e pedi pra ela fazer as previsões pra 2009. Ela previu seguinte:



































FREJAT - INTIMIDADE ENTRE ESTRANHOS (2008)

Como nos seus dois discos anteriores, Frejat deixa o rock de lado e abre espaços para as baladas. Até por que não teria sentido fazer o mesmo som que faz na sua banda.

01. Controle Remoto (Frejat, Paulo Ricardo) 3:33
02. Nada Além (Zeca Baleiro, Frejat) 3:54
03. Tua Laçada (Frejat, Zé Ramalho) 3:17
04. Eu Não Quero Brigar (Frejat, Black Alien) 3:49
05. Intimidade Entre Estranhos (Frejat, Leoni) 3:29
06. O Céu Não Acaba (Frejat, Ezequiel Neves, Mauro Santa Cecília) 3:45
07. Dois Lados (Frejat, Maurício Barros, Santa Cecília) 3:08
08. Eu Só Queria Entender (Flávio Oliveira, Frejat) 3:39
09. Farol (Frejat, Santa Cecília, Martha Medeiros) 3:07
10. Tudo Bom (Frejat, Bruno Levinson, Barros) 3:26

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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

HÁ 30 ANOS...

Rondinelli, o Deus da Raça, fazia de cabeça aos 43 minutos do segundo tempo o gol que nos deu o título do carioca de 1978. Gol que daria origem a um tri-campeonato carioca nos anos seguintes; que originou o primeiro de uma sucessão de títulos (cariocas, nacionais e mundial) que venceríamos até 1983; que deu início ao penta vice-campeonato carioca do bacalhau e que começou a marcar Emerson Leão como nosso sparring oficial.

Por tudo isso que foi citado tornou-se um gol histórico, sendo até hoje reprisado na televisão.

Obrigado Rondinelli!

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